domingo, 24 de outubro de 2010

Fazendo a diferença


É inefável a sensação de uma cultura diferente. Obviamente não posso dizer que exista uma cultura melhor ou pior que outra, mas há hábitos que aqui vejo que devo levar comigo, assim como devo ensinar alguma coisa que considero que faça a vida deles aqui melhor.
Quando eles viram a sacolinha de lixo que deve ser colocada dentro do carro do cliente após a lavagem, me perguntaram o que era aquilo. Não conseguiam compreender sua utilidade, e riam quando contei para que servia. Questionaram-me dizendo que os nossos clientes não vão entender o que é aquilo. Previ uma mudança de cultura. Disse a eles que não fazia parte dos nossos valores atirar o lixo pela janela do carro e aí talvez eu tenha ido longe demais falando muito tempo sobre a importância da conservação do meio ambiente, da defesa dos direitos humanos e tudo mais que tange a sustentabilidade. Eles me olhavam com sede de informação, com vontade de aprender, com humildade suficiente para me ouvir mesmo sabendo que, a princípio, aquilo não fazia sentido algum para eles. Isso foi muito bonito: a maneira como eles estão abertos para novos conceitos. Ao final da conversa, eles estavam totalmente convencidos da utilidade de um simples saco de lixo e totalmente engajados em tentar convencer nossos clientes a usarem. Mas não parou aí. Ao longo dos dias, a sujeira diminuiu, os cestos de lixo do prédio aumentaram e eles me disseram que estão fazendo isso na casa deles também. Fazer a diferença depende de cada um de nós. E eu que achei que isso era apenas uma frase feita...

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